quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Amor e entendimento.

A realidade e a perfeição são as mesmas coisas(Spinoza,B. - Ética, parte 2, definição 6) .Atingir a realidade é obter o mais puro entendimento sobre ela. Já que o amor decorre da mais forte e atrativa realidade, o amor e o entendimento mais puro são a mesma coisa, ou decorrem um do outro.

Um comentário:

Daniel Abramowicz disse...

Não concordo nem um pouco. O primeiro ponto não tenho nenhum problema a princípio, é apenas uma definição do Spinoza para o que é a perfeição. Como é um conceito vago, não vejo problema em ter como premissa uma coisa assim. A questão que discordo é que o amor decorre da realidade. Se isso fosse verdade, então o amor que tantas (e como são muitas) pessoas têm por um deus seria falso (mesmo sem entrar no mérito de se deus existe ou não, certamente não é o mesmo deus para todas as pessoas, e como no máximo um deles pode ser realidade, "tantas pessoas" - 1 (no mínimo) pessoas amam um ser fictício). Acho que você está desprezando o amor delas. Isso só como um exemplo facilmente atingível pela lógica cartesiana, pois a meu ver NENHUM amor está atrelado à realidade, sendo duas entidades totalmente diferentes, sem nenhuma associação DIRETA.

Abraço